domingo, 29 de junho de 2008

ESPELHO... AD INFINITUM


"Simplesmente lhe digo que me olhei num espelho e não me vi.
Não vi nada. Só o campo, liso, às vácuas, aberto como o sol, água limpíssima, à dispersão da luz, tapadamente tudo. Eu não tinha formas, rosto? Apalpei-me, em muito. Mas, o invisto.
O ficto.
O sem evidência física.
eu era – o transparente contemplador?..."

(Rosa, J. Guimarães. O espelho. Primeiras estórias)

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