Escolhida a forma, voltei a pintar, pintando triângulos e mais triângulos; abstrações, deixando camadas aparentes, pois tinha influencia da escola Guignard.
Em esculturas surgiram novas matérias, a madeira de lei, que encontro jogada fora dos antigos casarões, ainda nas ruas do pelourinho, bairro onde moro, os barros crus, usado agora também para isolar, construir e a parafina.
A presença desta última me levava a um caminho de pensamento muito especial, pois como gosto dos contra pontos, das misturas, do hibridismo, vejo na parafina, o contrário da cerâmica ou argila: enquanto a cerâmica me remete ao passado, ao primitivo.
A parafina nos remete ao que temos de mais moderno em nossa era, ela é o produto final do que está acabando com o nosso planeta, um dos derivados do petróleo, é plástica, nos fala da contemporaneidade, é poluente, é descartável e pode levar o planeta ao ponto zero. Estão aí às dualidades, os opostos...
terça-feira, 24 de junho de 2008
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